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São Paulo, capital do estado homônimo, é a maior cidade do Brasil, das Américas e de todo o hemisfério sul[3]. Uma das cidades brasileiras mais influentes no cenário global, São Paulo é considerada a 14ª cidade mais globalizada do planeta por parte do Globalization and World Cities Study Group & Network (GaWC)[3], recebendo o status de cidade global beta.[3]

A cidade exerce significativa influência nacional e internacional, seja do ponto de vista social, cultural, econômico ou político. É conhecida internacionalmente através de seus monumentos e eventos como, por exemplo, o MASP, o Parque Ibirapuera, a Avenida Paulista, o Copan, o Centro Empresarial Nações Unidas, a Bienal de São Paulo e o Grande Prêmio do Brasil.

Décima nona cidade mais rica do mundo, o município representa, isoladamente, 12,26% de todo o PIB brasileiro[4] e 36% de toda a produção de bens e serviços do estado de São Paulo, sendo sede de 63% das multinacionais estabelecidas no Brasil.[5]

Sua região metropolitana possui 19.949.261 habitantes, o que a torna a sexta metrópole mais populosa do mundo[6]. O lema da cidade (presente em seu brasão) é a frase em latim "Non ducor, duco", que em português significa: "Não sou conduzido, conduzo".

Regiões muito próximas a São Paulo são também regiões metropolitanas do Estado, como Campinas e Santos; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como Jundiaí, Sorocaba e São José dos Campos. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Estendido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro.

Visão geral

São Paulo é um grande centro cultural e de entretenimento e a cidade mais rica da América do Sul [7]. A cidade enfrenta problemas comuns a outras metrópoles: um exemplo é o excesso de automóveis que circulam em suas avenidas (média de um veículo para cada dois habitantes), 6 milhões de unidades somente na capital, e a segunda maior frota de helicópteros do mundo, superada apenas por Nova Iorque. A variedade oferecida em seus restaurantes e lanchonetes é resultado, em parte, da contribuição de imigrantes de diversas partes do mundo.

É importante observar que, apesar de suas grandes dimensões e conseqüente fluxo de capital, São Paulo sofre com a má distribuição de renda característica do país. Dessa forma, embora sendo o maior centro cultural da América do Sul, São Paulo ainda não pode comparar-se a cidades como Berlim (que apresenta por exemplo mais de 150 museus para uma população de 3,4 milhões de habitantes[8]), Paris, ou Londres no que se refere à qualidade de vida média de seus habitantes e de seu índice de desenvolvimento humano.

Na geografia São Paulo apresenta fortes disparidades socioeconômicas: enquanto a parte da cidade mais próxima do centro é rica e desenvolvida, as áreas periféricas sofrem com carência de infra-estrutura e de equipamentos sociais, assim como com a pobreza e com a precariedade urbanística e habitacional, expressa por situações como as de ocorrência de favelização e de loteamentos irregulares.

Devido à sua extensa área urbana, a cidade possui um caráter bastante heterogêneo, variando de regiões altamente adensadas e verticais a bairros residenciais horizontais e de baixíssima densidade. Isto faz com que muitos habitantes da cidade praticamente desconheçam regiões do município além dos seus locais de residência ou de trabalho. A cidade também apresenta uma cultura bastante heterogênea, resultado da diversidade de extratos sociais (econômicos e culturais) nela presente.

Os três principais rios que cruzam a Cidade de São Paulo são o Tietê, o Pinheiros e o Tamanduateí. Tais rios foram protagonistas em momentos diversos do processo de desenvolvimento da cidade: seja em sua formação, seja no período de industrialização.

Além de ser o maior centro de produção e o maior mercado consumidor do país, São Paulo também é um grande entroncamento rodoviário, e faz a ligação Norte-Sul do Brasil. É atendida por diversas rodovias, como a Rodovia Presidente Dutra, para o Rio de Janeiro, Rodovia Ayrton Senna, para o Vale do Paraíba; Rodovia Fernão Dias, para Belo Horizonte; Rodovia dos Bandeirantes, para Campinas; Rodovia Anhangüera, para Uberaba (Minas Gerais); Rodovia Castelo Branco, para Sorocaba; Rodovia Raposo Tavares, para a divisa do Mato Grosso do Sul; Rodovia Régis Bittencourt, para Curitiba; Rodovia dos Imigrantes e Rodovia Anchieta para a Baixada Santista. É servida pelos aeroportos Campo de Marte, Congonhas, Cumbica e Viracopos em Campinas, sendo que estes dois últimos também são aeroportos internacionais e de carga.
Foto panorâmica do lago do Parque Ibirapuera, um dos símbolos de São Paulo.

História

Período colonial
Monumento às Bandeiras

A vila de São Paulo de Piratininga teve início em 25 de janeiro de 1554 com a construção de um colégio jesuíta, pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Tal colégio, que funcionava num barracão feito de taipa de pilão, tinha por finalidade a catequese dos índios que viviam na região.

O povoamento da região teve início em 1560, quando, por ordem de Mem de Sá, governador-geral da colônia, mandou a população da vila de Santo André da Borda do Campo para os arredores do colégio, denominado "Colégio de São Paulo de Piratininga" – o nome foi escolhido porque dia 25 de janeiro a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo de Tarso. Desta forma, a vila de Santo André da Borda do Campo foi extinta, e São Paulo foi elevada à categoria de vila. São Paulo permaneceu, durante os dois séculos seguintes, como uma vila pobre e isolada do centro de gravidade da colônia, que se mantinha por meio de lavouras de subsistência.

Por ser a região mais pobre da colônia, em São Paulo teve início a atividade dos bandeirantes, que se dispersaram pelo interior do país à caça de índios, de ouro e de diamantes. A descoberta do ouro na região de Minas Gerais fez com que as atenções do reino se voltassem para São Paulo, que foi elevada à categoria de cidade em 1711. Quando o ouro esgotou, no final do século XVIII, teve início o ciclo paulista do açúcar, que se espalhou pelo interior da província, e a cidade de São Paulo tinha a finalidade de escoar a produção para o porto de Santos.

Período imperial
Rua do Commercio, 1887.

Após a Independência do Brasil, São Paulo recebeu o título de Imperial Cidade, conferido por Dom Pedro I do Brasil em 1823. Em 1827, houve a criação dos cursos jurídicos no Convento de São Francisco (que daria origem à futura Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), e isso deu um novo impulso de crescimento à cidade, com o fluxo de estudantes e professores, juntamente com o crescimento da produção do café nas regiões de Campinas, Rio Claro, São Carlos e Ribeirão Preto, graças a qual a cidade passa a ser denominada Imperial Cidade e Burgo dos Estudantes de São Paulo de Piratininga. De meados desse século até o seu final, foi o período que a província começou a receber uma grande quantidade de imigrantes, em boa parte italianos, dos quais muitos se fixaram na capital, e as primeiras indústrias começaram a se instalar.

De meados do século XIX em diante, São Paulo passa a se beneficiar da ferrovia que liga o interior do estado de São Paulo ao porto de Santos. A facilidade de exportar o café permite à cidade e ao estado de São Paulo um grande crescimento econômico. Mas é com o fim do Segundo Reinado e início da República que a Cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tem grande crescimento econômico e populacional, também auxiliado pela política do café-com-leite.

República Velha

O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (o atual edifício) no fim do século XIX. Neste período, o centro financeiro da cidade desloca-se de seu centro histórico (região chamada de "Triângulo Histórico") para áreas mais a Oeste. O vale do Rio Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do rio passa a ser conhecida como Centro Novo. Os melhoramentos realizados na cidade pelos administradores João Teodoro e Antônio Prado contribuem para o clima de desenvolvimento: alguns estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída.

Século XX

Com o crescimento industrial da cidade, no século XX, a área urbanizada da cidade passou a aumentar, sendo que alguns bairros residenciais foram construídos em lugares de chácaras. O grande surto industrial se deu durante a Segunda Guerra Mundial, devido à crise na cafeicultura e às restrições ao comércio internacional, o que fez a cidade ter uma taxa de crescimento muito elevada até os dias atuais.

Atualmente, o crescimento vem se desacelerando, devido ao crescimento industrial de outras regiões do Brasil, e o perfil da cidade vem se transformando de uma cidade industrial para uma metrópole de comércio, serviços e tecnologia, sendo que hoje é considerada a mais importante metrópole da América Latina.

Geografia

Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da capital paulista.

São Paulo está localizada junto à bacia do Rio Tietê, tendo as sub-bacias do rio Pinheiros e do rio Tamanduateí papéis importantes em sua configuração. São Paulo tem a altitude média de 760 m. O ponto culminante do município de São Paulo é o Pico do Jaraguá com 1.135m, localizado Parque Estadual do Jaraguá na Serra da Cantareira.

Municípios limítrofes e região metropolitana

Imagem de satélite focalizando a região metropolitana da Grande São Paulo.

O intenso processo de conurbação atualmente em curso na Grande São Paulo tem tornado inefetivas as fronteiras políticas entre os municípios da região, criando uma metrópole cujo centro está em São Paulo e atinge municípios, como por exemplo, Santo André (São Paulo), São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul (a chamada Região do Grande ABC), Diadema, Osasco e Guarulhos, entre várias outras. Alguns estudiosos alegam que caso não se crie uma política integrada de desenvolvimento urbano, o destino destas cidades será a queda da qualidade de vida de seus habitantes[carece de fontes?].

Os limites do município são com os municípios de Caieiras e Mairiporã a norte, Guarulhos a nordeste, Itaquaquecetuba, Poá e Ferraz de Vasconcelos a leste, Mauá, Santo André (São Paulo), São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo, Diadema e novamente São Bernardo a sudeste, São Vicente, Mongaguá e Itanhaém a sul, Juquitiba, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, Cotia e Osasco a oeste e Santana de Parnaíba e Cajamar a noroeste.

A Região Metropolitana de São Paulo é constituída por 39 municípios, sendo a maior metrópole das Américas e do Hemisfério Sul.

Clima

O clima de São Paulo é considerado subtropical (tipo Cwa segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 19 graus centígrados, tendo invernos brandos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da altíssima concentração de edifícios. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 22°C e o mês mais frio, julho, de 16°C.[9]

Devido a proximidade do mar, a maritimidade é uma constante do clima local, sendo responsável por evitar dias de calor intenso no verão ou de frio intenso no inverno e tornar a cidade úmida. A umidade tem índices considerados aceitáveis durante todo o ano, embora a poluição atinja níveis críticos no inverno, devido ao fenômeno de inversão térmica e pela menor ocorrência de chuvas de maio a setembro.

A precipitação anual média é de 1317 mm, concentrados principalmente no verão. As estações do ano são relativamente bem definidas: o inverno é ameno e estio, e o verão, moderadamente quente e chuvoso. Outono e primavera são estações de transição. Geadas ocorrem esporadicamente em regiões mais afastadas do centro, e em invernos rigorosos, em boa parte do município. Também ocorrem freqüentemente em alguns municípios vizinhos.

A menor temperatura já registrada oficialmente em São Paulo foi de -2,1°C, em 2 de agosto de 1955 no Mirante de Santana. Já houve ocorrências pontuais de neve na cidade, a única oficialmente registrada foi a 25 de junho de 1918, quando a temperatura atingiu -2°C. Há registros esporádicos não-oficiais que indicam precipitação de neve (na verdade aguaneve) em anos anteriores. A máxima registrada foi de 35,3°C, no dia 15 de novembro de 1985 também no no Mirante de Santana. Existem registros não oficiais de mínima de -3,9°C, também em 2 de agosto de 1955 no Horto Florestal, e de máxima de 36,9°C, no dia 19 de janeiro de 1966 na Barra Funda.

Apesar da maritimidade que evita maiores variações de temperatura, a altitude de São Paulo faz com que nos meses mais quentes, sejam poucas as noites e madrugadas quentes na cidade, sendo que as temperaturas mínimas na cidade raramente são superiores a 23°C em um período de 24 horas. No inverno, porém, o ingresso de fortes massas de ar polar acompanhadas de excessiva nebulosidade às vezes fazem com que as temperaturas permaneçam muito baixas mesmo durante a tarde. Tardes com temperaturas máximas variando entre 14°C e 16°C são comuns até mesmo durante o outono e no início da primevera. Durante o inverno, já houve vários registros de tardes em que a temperatura sequer ultrapassou a marca dos 10°C, como em 15 de agosto de 1999[10]. O dia 8 de agosto de 2004 apresentou temperaturas em torno dos 9°C durante o período considerado como o mais quente do dia, entre 15h e 17h[11].

São Paulo é a terceira capital mais fria do Brasil, sendo superada apenas por Curitiba, em primeiro lugar, e Porto Alegre em segundo , que embora mais quente no verão, possui tanto mínimas absolutas como temperatura média mais baixa no inverno. Levando em consideração apenas a temperatura média anual, São Paulo é a segunda capital mais fria, superada apenas por Curitiba. A capital paulista tem também um dos menores índices de insolação do Brasil, com médias de seis horas de insolação diária/mensal em janeiro e sete horas em julho.

Demografia

Evolução demográfica da cidade de São Paulo[12].

Tipo físico da população

Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de São Paulo está composta por: brancos (68,0%), pardos (25,0%), pretos (5,1%), amarelos (2,0%) e indígenas (0,2%).

Etnias

São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo.

Europeus

Italianos embarcando na Itália com destino ao Brasil, 1910.

A comunidade italiana é uma das mais fortes, marcando presença em toda a cidade. Dos dez milhões de habitantes de São Paulo, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5 milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos se agrupam em bairros como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas.[13] No início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto o português na cidade, o que gerou na formação do dialeto paulistano da atualidade[14]. São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza do mundo.[15]

A comunidade portuguesa também é bastante numerosa, e estima-se que três milhões de paulistanos possuem alguma origem em Portugal.[16]. A colônia judaica representa mais de 60 mil pessoas em São Paulo e concentra-se principalmente em Higienópolis (presença maior) e no Bom Retiro (presença menor, atualmente). A partir do século XIX, e especialmente durante a primeira metade do século XX, São Paulo recebeu também imigrantes alemães (no atual bairro de Santo Amaro), espanhóis e lituanos (no bairro Vila Zelina).

Árabes

Uma das colônias mais marcantes da cidade é a de origem árabe. Os libaneses e sírios chegaram em grande número entre os anos de 1900 à 1930. Hoje seus descendentes estão totalmente integrados à população brasileira, embora aspectos culturais de origem árabe marcam até hoje a cultura da capital paulistana. Restaurantes de comida árabe abundam[carece de fontes?] por toda a cidade, vendendo pratos que já entraram definitivamente[carece de fontes?] na culinária brasileira: quibe, esfiha, charutinho de repolho, etc. A Rua 25 de Março foi criada pelos árabes, que eram em sua maioria comerciantes.[17]

Asiáticos

Bairro da Liberdade, reduto da comunidade japonesa da cidade de São Paulo.

A cidade de São Paulo possui o maior número de pessoas que se declaram de origem asiática (amarelos) do Brasil. Cerca de 456 mil pessoas são de origem oriental [18], dos quais 326 mil são japoneses. A comunidade japonesa da cidade é a maior fora do Japão. Imigrantes vindos do Japão começaram a chegar em 1908, e imigraram em grande número até a década de 1950. A maior concentração de orientais da cidade está no Bairro da Liberdade. Este distrito de São Paulo possui inúmeros restaurantes japoneses, lojas com peças típicas do Japão, e nele vêem-se letreiros escritos em japonês e ouve-se muito o idioma. A colônia coreana da cidade também é notável. São mais de 60 mil pessoas de origem sul-coreana, particulamente concentrados no Bom Retiro, Aclimação e Liberdade. No bairro da Aclimação é possível encontrar diversos restaurantes coreanos, além de locadoras de vídeo e mercearias coreanas. Os chineses são bastante numerosos nos distritos da Zona Central da cidade, como o Brás e a Liberdade.

Negros

A cidade já contava com população afrodescendente no século XIX, mas foi a partir da segunda metade do século XX que a população negra cresceu rapidamente, através da chegada de pessoas de outros estados brasileiros, principalmente da zona litorânea da Bahia.[19]

Outros brasileiros

Com a decadência da imigração européia e asiática após a década de 1930, passou a predominar a vinda de migrantes, em sua maioria oriundos da Região Nordeste do Brasil. A maior parte desse enorme fluxo migratório veio de Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Norte de Minas Gerais.

Política municipal

O Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo no centro.

O Poder Executivo da Cidade de São Paulo é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor da cidade, porém, determinam que a administração pública deva garantir à população ferramentas efetivas de manifestação da democracia participativa, o que faz com que a cidade seja dividida em subprefeituras, cada uma delas liderada por um subprefeito nomeado pelo prefeito.

O Poder Legislativo é representado pela câmara municipal, composta por 55 vereadores eleitos para cargos de quatro anos. Cabe à Câmara elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o Orçamento municipal (conhecido como Lei de Diretrizes Orçamentárias). Devido ao poder de veto do Prefeito, em períodos de conflito entre o Executivo e o Legislativo, o processo de votação deste tipo de lei costuma gerar bastante polêmica.
Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado.

Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também uma série de conselhos municipais, cada um deles versando sobre temas diferentes, compostos obrigatoriamente por representantes dos vários setores da sociedade civil organizada. A atuação e representatividade efetivas de tais conselhos, porém, são por vezes questionadas. Os seguintes conselhos municipais estão atualmente em atividade: Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA); da Informática (CMI); dos Deficientes Físicos (CMDP); da Educação (CME); da Habitação (CMH); do Meio Ambiente (CADES); da Saúde (CMS); do Turismo (COMTUR); dos Direitos Humanos (CMDH); da Cultura (CMC); da Assistência Social (COMAS) e das Drogas e Álcool (COMUDA).

Pertencem também à prefeitura (ou ela é sócia majoritária em seus capitais sociais) uma série de empresas responsáveis por aspectos diversos dos serviços públicos e da economia de São Paulo. São elas:

* São Paulo Turismo S/A - empresa responsável pela organização de grandes eventos e de promoção turística da cidade.
* Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) - subordinada à Secretaria Municipal de Transportes, é responsável pela fiscalização do trânsito, aplicação de multas (em cooperação com o DETRAN) e manutenção do sistema viário da cidade.
* Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB) - Subordinada à Secretaria de Habitação, é responsável pela implementação de políticas públicas de habitação, especialmente a construção de conjuntos habitacionais.
* Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (EMURB) - subordinada à Secretaria de Planejamento, é responsável por obras urbanísticas e pela manutenção dos espaços públicos urbanos.
* Companhia de Processamento de Dados de São Paulo (PRODAM) - responsável pela infra-estrutura eletrônica e informática da Prefeitura.
* São Paulo Transportes Sociedade Anônima (SPTrans) - responsável pelo funcionamento dos sistemas de transposte público geridos pela Prefeitura, como as linhas de ônibus municipais.

Por ser a capital do Estado de São Paulo, a cidade também é sede do Palácio dos Bandeirantes (Governo Estadual) e da Assembléia Legislativa do Estado.

Subdivisões

Mapa da divisão em subprefeituras de São Paulo

O município de São Paulo está, administrativamente, dividido em trinta e uma subprefeituras, cada uma delas, por sua vez, divididas em distritos, sendo estes últimos, eventualmente, subdivididos em subdistritos (a designação "bairro", porém, não existe oficialmente, embora seja usualmente aplicada pela população). As subprefeituras estão oficialmente agrupadas em nove regiões (ou "zonas"), levando em conta a posição geográfica e história de ocupação. Entretanto, há certos órgãos e instituições (companhias telefônicas, zonas eleitorais, etc.) que adotam uma divisão diferente da oficial.

Cabe às subprefeituras os serviços ordinários à população, dessa forma, descentralizando alguns serviços rotineiros.

A divisão política oficial da cidade leva em conta tanto características histórico-culturais dos diferentes bairros de São Paulo como fatores de ordem prática (como a divisão de duas subprefeituras em uma avenida importante). Porém, muitas vezes tal divisão não reflete a percepção socioespacial que a população local tem dos lugares: há regiões da cidade que não são oficialmente reconhecidas pela prefeitura, de forma que sua delimitação seja informal e abranja diferentes distritos e subprefeituras, mantendo o nome por tradição, contigüidade física ou facilidade de localização. O fenômeno tende a se repetir na cidade inteira e considerado de forma ampla, pode levar a uma não identificação dos moradores com as instâncias políticas locais.

Além da divisão política, há também uma divisão em nove zonas geográficas, cada uma delas representada por cores diferentes nas placas de ruas e na cor dos ônibus que circulam na região. Essas regiões são estabelecidas radialmente, usando apenas critérios topográficos, e, salvo algumas exceções, não têm uma homogeneidade urbana, nem qualquer distinção administrativa, com exceção do centro histórico e do centro expandido, onde vigora o rodízio municipal.

É importante ainda ressaltar que as zonas da cidade fora do centro expandido não necessariamente constituem o que se costuma chamar comumente de periferia, uma vez que algumas importantes centralidades socioeconômicas, como a região da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, encontram-se fora da área do centro expandido. Tal fenômeno tem sido analisada por alguns especialistas em urbanismo e planejamento urbano, que dizem encontrar aí marcas de segregação do espaço urbano (o urbanista Flávio Villaça possui vasta bibliografia nesse sentido). Para mais detalhes, ver as seções Tecidos urbanos e Acusações de segregação socioespacial neste artigo.

Economia

Composição econômica da Cidade de São Paulo[20] Serviços

46,3%
Comércio

39,4%
Indústria

11,9%

São Paulo é a cidade mais rica do Brasil, a 19ª cidade mais rica do mundo e segundo projeções, será a 13ª mais rica em 2020[21], segundo dados do IBGE, em 2005 seu Produto Interno Bruto (PIB) foi de R$ 263.177.148.000,00[2], o que equivale a aproximadamente 12,26% do PIB brasileiro[22] e 36% de toda produção de bens e serviços do Estado de São Paulo. Sua região metropolitana, possui um PIB de aproximadamente R$ 416,5 bilhões, o que correponde a 57,3% de todo o PIB paulista[23].

Um dos maiores centros financeiros do Brasil e do mundo, São Paulo passa hoje por uma transformação em sua economia. Durante muito tempo a indústria constituiu uma atividade econômica bastante presente na cidade, porém São Paulo tem atravessado nas últimas três décadas uma clara mudança em seu perfil econômico: de uma cidade com forte caráter industrial, São Paulo tem cada vez mais assumido um papel de cidade terciária, pólo de serviços e negócios para o país.
Evolução do Produto Interno Bruto (PIB)[2]
Ano PIB (R$ 1000) PIB per Capita (R$)
2002 189 053 675 17 734
2003 211 436 094 19 669
2004 226 988 440 20 943
2005 263 177 148 24 083
Edifícios comtemporâneos no distrito Itaim Bibi.

Muitos analistas também tem apontado São Paulo como uma importante cidade global, embora tal designação seja criticada por outros devido às contradições e particularidades de uma grande cidade latino-americana[24], visto que segundo eles a mesma apresenta graves problemas de exclusão social e segregação espacial, a qual configuram como metrópole economicamente periférica. Apesar de ser o centro financeiro do país, São Paulo apresenta também alto índice de negócios ligados à economia informal [25].

Em São Paulo está sediada a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), a bolsa oficial do Brasil. A Bovespa é a maior Bolsa de Valores da América Latina e a 8ª maior do mundo[26].

Turismo

Os jardins do Ipiranga, em São Paulo, onde foi proclamada a independência do Brasil. Ao fundo, o edifício do Museu do Ipiranga.

São Paulo destaca-se mais como uma cidade marcada pelo turismo de negócios que pelo turismo recreativo. Grandes redes de hotéis cujo público-alvo é o corporativo estão instaladas na cidade e possuem filiais espalhadas em várias das suas centralidades. Toda a infraestrutura para eventos da cidade faz com que ela seja sede de 120 das 160 principais feiras do país (SP Turis). Dentre as principais, estão o Salão do Automóvel de São Paulo, a Couromoda e a Francal, entre outras.

A cidade ainda promove uma das mais importantes semanas de moda do Mundo, a São Paulo Fashion Week.

O turismo cultural, porém, também possui alguma relevância para a cidade, especialmente quando se têm em vista os vários eventos internacionais que ocorrem na cidade (como a Bienal de Artes de São Paulo e os vários shows de celebridades estrangeiras, quando se apresentam no Brasil, escolhem poucas metrópoles).
Auditório Ibirapuera, localizado no Parque Ibirapuera, o principal parque da cidade.

A cidade possui diversas atividades culturais e uma vida noturna que é considerada umas das melhores do país. São 280 cinemas, 120 teatros, 71 museus, como o MASP, e 39 centros culturais, alguns atendendo a parcela de maior poder aquisitivo, outros contemplando mais o público popular, o que leva muitos a dizerem que "sempre há um programa para se fazer em São Paulo".

Porém, dada a complexa estrutura urbana da cidade, que segundo alguns críticos tende a segregar grande parte da população menos favorecida devido às grandes distâncias do Centro de São Paulo e à acusada ineficiência do transporte público coletivo, estes criticam o efeito excludente de tal complexo cultural. Desta forma, segundo estes estudiosos da cidade, muitas das atrações de São Paulo ficam restritas à população de mais alta renda.

A diversidade de povos e culturas que construiu a cidade, faz também com que a rica gastronomia da região seja por si só um grande atrativo turístico. Essa afirmação pode ser comprovada através da ampla variedade gastronômica da cidade, que abrange mais de 50 tipos de culinária.

Eventos

Desfile das Escolas de Samba durante o Carnaval de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi.

Devido ao seu duplo caráter de centro financeiro e cultural para o país, São Paulo é responsável por sediar eventos de conteúdo diverso mas que gozam de dimensão internacional. A Bienal de Artes de São Paulo, a São Paulo Fashion Week, o desfile de Escolas de Samba, o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 no Autódromo de Interlagos, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a feira conhecida como UD, Salão do Automóvel, Fenasoft, a Parada do Orgulho Gay (a maior do mundo), a Marcha para Jesus (organizada pela Igreja Renascer em Cristo), Réveillon da Avenida Paulista, entre outros, são exemplos deste tipo de eventos. Também sedia feiras, congressos e exposições específicos de determidas áreas de atuação do mercado ou da academia.
Parada Gay na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto Rose Brasil - ABr)

Bienal de Arte de São Paulo

A Bienal de Arte de São Paulo é um evento cultural paulistano cuja 26ª edição recebeu cerca de 1 milhão de pessoas. Seu tema foi escolhido para permitir uma larga escala de posições artísticas. O conceito “do território livre” envolveu várias dimensões: como a físico-geográfica, a sociopolítica assim como uma dimensão estética - o último, naturalmente, sendo do grande interesse no contexto desta exposição.

A fim enfatizar a unidade temática da exposição, os artistas convidados e aqueles que representavam seus países foram reunidos nos 25.000 m² do espaçoso pavilhão projetado por Oscar Niemeyer.

Além do que uma intensificação do diálogo norte-sul dentro de Brasil, os alvos do Bienal incluem a promoção das ligações entre culturas não européias ao longo de uma orientação do Sul-Sul. A edição seguinte da Bienal ocorrerá em 2008.

Parada do Orgulho Gay

A Parada do Orgulho Gay é o maior evento turístico da cidade, atraindo mais de 2.5 milhões de pessoas anualmente. Normalmente, é aberta pelo prefeito da cidade. A concentração da Parada acontece na Avenida Paulista, com dispersão no centro da cidade. Ao longo do trajeto, há trios elétricos de entidades ligadas ao movimento GLBTT e de estabelecimentos comerciais (como casas noturnas), que tocam diversos tipos de música. A última parada foi realizada em junho de 2007, e seus organizadores estimaram que 3.5 milhões de pessoas tenham participado. Nenhuma estimativa oficial foi dada pela Polícia Militar na ocasião[27][28].

Estrutura urbana

Tecidos urbanos
Variação de tecidos urbanos e gabaritos na região central da cidade de São Paulo: verificam-se lado a lado áreas verticalizadas e áreas de casario baixo

São Paulo possui uma miríade de tecidos urbanos, representando um modelo de desenvolvimento da mancha urbana que, segundo alguns especialistas, é típico das metrópoles de determinados países periféricos no contexto econômico global[29]: os núcleos originais da cidade apresentam-se verticalizados, caracterizados pela presença de edifícios comerciais e de serviços; e as periferias desenvolvem-se, de forma geral, com edificações de dois a quatro andares. Comparada a outras cidades globais (como as cidades-ilha de Nova York e Hong Kong), porém, São Paulo é considerada uma cidade de "edifícios baixos". Seus maiores edifícios raramente atingem quarenta andares, e a média entre os edifícios residenciais é de vinte.

São comuns as seguintes regiões, caracterizadas de acordo com seu tecido urbano:

* Casario composto por sobrados de classe média, recuados em relação ao lote, em bairros predominantemente residenciais ou comerciais.
* Periferias nas quais a legislação de ocupação do solo é menos respeitada, composta por sobrados ou residências térreas mas com densidade maior que o casario supracitado
* Bairros de classe média, normalmente localizados em um anel periférico imediatamente seguinte ao Centro da cidade, mas não tão distantes quanto as periferias extremas, ocupados por condomínios verticais (edifícios de apartamentos isolados em meio ao lote, contendo quase 50% de espaço livre e normalmente de acesso privativo).
* Regiões verticalizadas do Centro da cidade, variando bastante a relação entre a largura da rua e a altura dos edifícios.
* Novas regiões verticalizadas e com edifícios mais recuados e com maior presença do automóvel (como a Nova Faria Lima e a região da Avenida Luís Carlos Berrini.
* Regiões de condomínios fechados horizontais, de acesso restrito.
* Regiões tradicionalmente caracterizadas como favelas.

Avenida Paulista, um dos principais centros financeiros da cidade na segunda metade do século XX. Na foto, em destaque, o MASP.

Tal heterogeneidade de tecidos, porém, não é tão previsível quanto o modelo genérico pode fazer imaginar. Algumas regiões centrais da cidade passam por intenso processo de degradação (expressão de uso eventualmente criticado por alguns especialistas em planejamento urbano), o que incentivou a criação de novas centralidades do ponto de vista socioeconômico. A caracterização de cada região da cidade também passou por várias mudanças ao longo do século XX. Com o deslocamento de indústrias para outras cidades ou estados, várias áreas que antes abrigavam galpões de fábricas se transformaram em áreas comerciais ou mesmo residenciais.

A mais caracterizada mudança no perfil econômico da cidade, porém, é o chamado vetor sudoeste, área da cidade que engloba as regiões oeste e centro-sul. A expressão se refere à tendência do mercado imobiliário (e das empresas em geral) em "levar" o centro da cidade para regiões antes consideradas periféricas, seguindo em geral a direção nordeste-sudoeste, com algumas poucas exceções. Esta tendência pode ser acompanhada desde as primeiras décadas do século XX: partindo da região do Triângulo histórico (núcleo original da cidade), a centralidade socioeconômica da cidade (que difere da centralidade geográfica) passou para a região do Centro Novo (do outro lado do Vale do Anhangabaú), e mais tarde para a região da Avenida Paulista. Nas últimas duas décadas, este processo tem levado tal centralidade principalmente para a região das avenidas Faria Lima e Berrini. Entretanto, há outras áreas da cidade fora do vetor sudoeste, como os distritos Tatuapé e Santana, que também se desenvolveram e se tornaram centralidades socioeconômicas regionais, funcionando ainda como pólo de comércio, serviços e lazer para outras localidades fora do eixo desenvolvimento principal do município.
Região da centralidade terciária da Marginal Pinheiros, localizada no chamado "vetor sudoeste". Na foto o Centro Empresarial Nações Unidas
Edifícios comerciais no Tatuapé, uma das centralidades regionais fora do vetor sudoeste

A constante mudança da paisagem paulistana devido às alterações tecnológicas de seus edifícios tem sido uma característica marcante da cidade, apontada por estudiosos como Benedito Lima de Toledo. Segundo Toledo, em um período de um século, entre meados de 1870 e 1970 a cidade de São Paulo foi praticamente demolida e reconstruída no mínimo três vezes. Estes três períodos são caracterizados pelos processos construtivos típicos de suas épocas: em um primeiro momento a cidade apresentava-se como um emaranhado de construções em taipa de pilão, situação que perdurou desde o período colonial até as últimas décadas do século XIX. No início do século XX, a cidade foi rapidamente transformada e passou a apresentar-se como uma cidade de alvenaria, importando métodos de construção e arquiteturas européias. Enfim, com a necessidade de verticalização e expansão e a popularização de avanços tecnológicos, a cidade foi novamente demolida e reconstruída em concreto armado e metal, constituindo parte da paisagem atual. De cada um dos períodos anteriores restam poucos exemplares: algumas poucas residências bandeiristas preservadas e o Museu de Arte Sacra de São Paulo são os únicos resquícios da "cidade de taipa". Da mesma maneira, da "cidade de alvenaria", são preservados ainda edifícios como o da Pinacoteca do Estado.

Acusações de segregação socioespacial

São Paulo apresenta sinais de graves problemas de segregação socioespacial. Praticamente todos os bairros do município que concentram a população de maior renda e os principais equipamentos administrativos, culturais e de serviço, bem como a maior parte dos empregos da cidade, estão localizados na área conhecida como centro expandido e nos distritos imediatamente limítrofes a essa área, com a exceção da região dos condomínios da Serra da Cantareira, no extremo norte da cidade. Flávio Villaça, num estudo sobre o espaço intra-urbano das metrópoles brasileiras[30], associa aquilo que chama de "área de concentração das camadas de alta renda" ao setor da cidade conhecido como "vetor sudoeste", no qual historicamente as elites têm se estabelecido e no qual, segundo ele, o Estado sistematicamente privilegia seus investimentos. Também considera a região "entre-rios" da cidade (ou seja, aquela entre os rios Tamanduateí, Pinheiros e Tietê) como a área expandida de concentração de mais alta renda, estando as regiões além destes limites, segundo o autor, sujeitas a níveis diversos de segregação.

Tal região da cidade - chamada por alguns estudiosos como "entre-rios" (ou mesopotâmia paulistana)[31] - também tem apresentado nas últimas duas décadas acentuado crescimento demográfico negativo (em outras palavras: a cada ano ela tem perdido população e apresentado uma densidade demográfica cada vez menor), o que é apontado por alguns especialistas em planejamento urbano como reflexo de um processo segregatório, visto que justamente a região da cidade com maior índice de infra-estrutura e equipamentos sociais é justamente aquela que mais tem expulsado população, que identificam ser de baixa renda [32]. Vale mencionar que dentro da chamada "mesopotâmia" também existem alguns núcleos considerados de exclusão social, como a região de Heliópolis, assim como há também alguns núcleos de concentração de alta renda fora dessa região.
Conjunto habitacional popular em área periférica de São Paulo

Além da dualidade centro-periferia que explicita a desigualdade social na cidade, também notam-se pontos em que o contraste é visível e grupos de perfis de renda diversos convivem, como é o caso do bairro do Morumbi, que apresenta conjuntos de habitação de alta renda localizados próximos a regiões de favela. Segundo alguns estudiosos, em regiões como esta, quando a área em questão passa a ser de interesse do mercado imobiliário, aliado a processos especulativos de produção do espaço urbano, o conflito de classes pode vir a se explicitar na forma do uso do aparato estatal (como o poder judiciário e a polícia) como meio de expulsão da população indesejada pela classe dominante. Tal fenômeno ocorre na história da estruturação urbana da cidade em momentos diversos: a recente e já citada transformação da região da Avenida Berrini pode ser caracterizada segundo tal interpretação[33]. Nas últimas duas décadas também verifica-se a ocorrência de casos que uma corrente de urbanistas, ligados sobretudo a movimentos e ideologia de esquerda, denomina de gentrificação[34], especialmente durante as gestões de José Serra e Gilberto Kassab, e particularmente no caso do projeto conhecido como Nova Luz.

Mobilidade urbana e acessibilidade

Congestionamento em umas da avenidas paulistanas.
Centro da cidade: região do Terminal Bandeira, ponto de encontro de duas das principais vias arteriais da cidade (Avenida Nove de Julho e Avenida 23 de Maio)

A cidade de São Paulo sofre um problema comum a outras grandes metrópoles mundiais: o grande congestionamento de carros em suas principais vias.

O transporte coletivo, no entanto, representa um papel fundamental no dia-a-dia da metrópole. São Paulo conta com uma imensa estrutura de linhas de ônibus, com uma frota de cerca de quinze mil unidades[35] entre ônibus comuns e articulados (cerca de 10 mil), trólebus (215 veículos) e microônibus (cerca de 5 mil). Em 2003, iniciou-se uma grande reformulação no sistema de transporte por ônibus da, cidade que reduziu significativamente o grande número de lotações clandestinas, que em sua maioria foram recadastradas e organizadas em cooperativas[carece de fontes?].

Os trens da CPTM, o Metrô e o sistema de interligação entre eles completam o sistema municipal e estadual de transporte na cidade.
Evolução da frota de veículos[36][37]
Ano Frota
1980 1.604.135
1991 3.614.769
2000 5.128.234
2002 5.491.811
2004 5.807.160
2008 6.000.000

O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por duas grandes vias que têm papel estruturador, tanto na escala infra-urbana quanto na metropolitana: a Marginal Tietê e a Marginal Pinheiros. Estas duas artérias são consideradas as principais vias estruturais (ou vias expressas) do município, sendo que a elas conectam-se diversas rodovias estaduais e federais.

Com uma frota de 5.037.418 veículos em 2006[38], estima-se que São Paulo alcançou uma taxa de motorização de 0,454 veículos por habitante, o que corresponde aproximadamente a um veículo para cada dois habitantes. A taxa média no Brasil é de 0,24, o que coloca São Paulo entre os municípios com maior nível de motorização do país, superado só por alguns com maior nível de renda (e IDH-M) como São Caetano do Sul (0,739) e Curitiba (0,545).

Estradas

Pela cidade passam algumas das rodovias brasileiras, como a BR-116, a Rodovia dos Bandeirantes a Rodovia Raposo Tavares, a Rodovia Anhangüera, a Rodovia dos Imigrantes a Rodovia Anchieta, a Rodovia Castelo Branco e a Rodovia Presidente Dutra.

Rodoanel

Rodoanel Mário Covas

São Paulo cresceu rapidamente dos anos 40 aos anos 80 e muitas vias e edifícios foram construídos sem planejamento. Em conseqüência, os engarrafamentos são relativamente comuns em suas principais ruas. Um modo sugerido para diminuir o tráfego de veículos pesados no interior da cidade é o rodoanel Mário Covas planejado pelo ex-governador Mário Covas como uma da estrada circular em torno da cidade[39][40].

Estradas de ferro

Estação da Luz, no centro de São Paulo

Embora as estradas de ferro sejam subutilizadas no Brasil, há um projeto para construir um serviço trens de alta velocidade que ligaria as duas principais cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro[41]. Os trens chegariam a velocidade de 280 quilômetros por a hora (o desengate duraria aproximadamente 1 hora e 30 minutos). Este projeto específico ainda está esperando um anúncio oficial pelo governo brasileiro, que está tentando obter o financiamento internacional com uma parceria público-privado.

O outro projeto importante é o “Expresso Bandeirantes”, que é um serviço de trilho de média velocidade (aproximadamente 160 km/h) de São Paulo a Campinas, que reduziria o tempo da viagem das atuais uma hora e meia de carro para aproximadamente 50 minutos, ligando as cidades de São Paulo, Jundiaí e Campinas. Este serviço seria conectado ao serviço de trens entre o centro de cidade de São Paulo e o aeroporto de Guarulhos.

Aeroportos

Aeroporto Internacional de Congonhas

São Paulo possui três aeroportos:

* Aeroporto Internacional de Guarulhos, é o principal e o mais movimentado aeroporto do Brasil, localizado na cidade de Guarulhos, no bairro de Cumbica, distante 25 quilômetros do centro de São Paulo, é o principal aeroporto que serve a cidade.

* Aeroporto Internacional de Congonhas, é o segundo mais movimentado aeroporto do Brasil, localizado no distrito do Jabaquara, distante 8 km do marco zero da capital paulista.

* Aeroporto Campo de Marte, localizado na zona norte da cidade, no bairro de Santana. Foi o primeiro terminal aeroportuário da cidade, sendo que hoje não conta mais com linhas comerciais regulares, predominando o tráfego de helicópteros e aviões de pequeno porte, a denominada aviação geral.

Sistemas de transporte rápido

Trem do Metrô de São Paulo.
Trem da CPTM

A malha metroferroviária da cidade tem 314 quilômetros de extensão, sendo 61 quilômetros de linhas administradas de metrô (34.6 quilômetros inteiramente subterrâneo), com 4 linhas em operação e 55 estações de embarque [42], e 253 quilômetros de linhas administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A CPTM e o Metrô transportam em média 3.5 milhões de pessoas por dia[43], e algumas linhas subterrâneas que estão sendo construídas vão adicionar ainda mais passageiros ao sistema dentro dos próximos cinco anos. Segundo dados da administração atual espera-se expandir o sistema de trens urbanos de São Paulo dos atuais 330 quilômetros para mais de 500 quilômetros nos próximos 10 anos [44].

São Paulo tem três sistemas de transporte rápidos:

* O sistema de metrô, com quatro linhas completas, mais uma em construção e uma em planejamento, sendo todas elas parcialmente subterrâneas e parcialmente com estações construídas em elevado;
* O sistema ferroviário da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), com seis linhas que atendem regiões que não são alcançadas pelo metrô, e até mesmo outras cidades na região metropolitana;
* O sistema de ônibus de pista-rápida: por toda a cidade existem diversas linhas de ônibus chamadas “Passa Rápido”, um conceito de transporte urbano onde os pontos são no canteiro central e os ônibus tem porta à esquerda.[45]

Transporte ferroviário

O sistema de transporte ferroviário de São Paulo é moderno, seguro, limpo e eficiente, com certificado pelo ISO 9001 da NBR. Tem quatro linhas gerenciadas pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (o Metrô), mais uma em obras e uma em projeto, e seis linhas em operação administradas pela CPTM.
Mapa dos sistemas de metrô e de trens metropolitanos de São Paulo (inclui linhas ainda não construídas ou em construção)
Mapa dos sistemas de metrô e de trens metropolitanos de São Paulo (inclui linhas ainda não construídas ou em construção)

São administradas pelo metrô as seguintes linhas:

* Linha 1 - Azul: A primeira linha de Metrô construída no Brasil, conecta a zona norte à zona sul da cidade. As conexões estão disponíveis para as linhas 2, 3, 4, 7 10 e 11. Os terminais de ônibus do Tietê e Jabaquara também estão conectados à linha azul.

* Linha 2 - Verde: A Linha Verde cruza a Avenida Paulista, e liga o Ipiranga à Vila Madalena; e faz a integração com as linhas 1 e 4.

* Linha 3 - Vermelha: Uma das linhas mais movimentadas de São Paulo, conecta a zona leste ao centro expandido. Existem conexões com as linhas 1, 4, 7, 8, 10, 11 e 12. O terminal de ônibus da Barra Funda é interligado a essa linha.

* Linha 4 - Amarela: (em construção): Programada para ter o primeiro trecho entregue em 2009, a linha amarela conectará a zona oeste à estação da Luz, no centro, em uma rota construída imediatamente abaixo das avenidas Consolação e Rebouças. Essa linha terá conexões com as linhas 1, 2, 3 e 9.

* Linha 5 – Lilás: Construída para os usuários que precisam alcançar lugares específicos da zona sudoeste de São Paulo. Somente um pequeno trajeto da linha está disponível (seis estações completas), conectando à Linha 9 na estação de Santo Amaro. O restante está em construção e prevê a extensão até a Chácara Klabin, fazendo conexão com a Linha 2, e passando por regiões como Itaim Bibi, Moema, Ibirapuera e Vila Clementino.

* Linha 6 - Rosa: Anunciada em março de 2008 pelo governador José Serra e pelo prefeito Gilberto Kassab, está ainda em fase de projeto. Em sua primeira fase, prevê a ligação do bairro de Freguesia do Ó até a estação São Joaquim da Linha 1, no distrito da Liberdade, estando quase inteiramente dentro do centro expandido, passando por distritos como Perdizes, Consolação e Bela Vista. Terá conexões com as linhas 1, 4 e 7.

Além destas, também existem linhas de trens de superfície administradas pela CPTM, diferenciados do metrô pelo intervalo maior dos trens (de 6 a 10 minutos, nos horários de pico), a saber:

* Linha 7 - Rubi: Atravessa toda a região noroeste do município de São Paulo e atinge outros municípios vizinhos como Caieiras e Franco da Rocha, tendo extensão operacional até Jundiaí. Aproveita os trilhos da antiga São Paulo Railway.

* Linha 8 - Diamante: Consecutiva à Linha 3 - Vermelha, cruza toda a região oeste do município de São Paulo e atravessa vários municípios da região metropolitana como Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira e Itapevi. Foi construída sobre os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana.

* Linha 9 - Esmeralda: Localizada ao longo da Marginal Pinheiros, conecta o autódromo de Interlagos até o centro do município de Osasco, sendo até o presente o único ponto de integração da Linha 5 - Lilás à malha metroferroviária, na estação Santo Amaro.

* Linha 10 - Turquesa: É consecutiva à Linha 7 - Rubi, sendo também parte da antiga ferrovia São Paulo Railway. Tem seu ponto inicial da estação da Luz e atravessa a região do ABC paulista, tendo o ponto final no município de Rio Grande da Serra.

* Linha 11 - Coral: Também conhecida como Expresso Leste, corre em paralelo à Linha 3 - Vermelha, formando uma via expressa desde o Tatuapé ate Itaquera, possuindo o ponto final em Guaianases. Possui extensão operacional até Mogi das Cruzes.

* Linha 12 - Safira: Cruza toda a região nordeste do município de São Paulo, possuindo o ponto final no município de Itaquaquecetuba. Tem conexões com as linhas 3 e 11.


Ônibus

Trólebus no centro de São Paulo

São Paulo possui uma frota de aproximadamente 15.000 ônibus de transporte público (que incluem aproximadamente 215 trólebus), coloridos de acordo com a região que atuam. Durante muitos anos, havia uma forte presença de vans ilegais em toda a cidade, mas ações públicas conseguiram registrar a maior parte desse tipo de tranporte, implantando o mesmo sistema de cores utilizados nos ônibus. Para ajudar na fluidez do tráfego foram construídos por toda a cidade corredores de ônibus, faixas que são de uso exclusivo desse tipo de transporte. Além dos corredores, a cidade conta com um sistema VLP denominado Expresso Tiradentes, com uma considerável expansão já em processo de construção.

Planejamento urbano
Mapa dos distritos de São Paulo por índice de desenvolvimento humano, de acordo com o Atlas de Trabalho e Desenvolvimento da Fundação Seade, em 2007
Mapa dos distritos de São Paulo por índice de desenvolvimento humano, de acordo com o Atlas de Trabalho e Desenvolvimento da Fundação Seade, em 2007

São Paulo possui um histórico de ações, projetos e planos ligados ao Urbanismo e ao planejamento urbano que podem ser traçados até as administrações de Antônio da Silva Prado, João Teodoro e completado por Francisco Prestes Maia. Porém, de uma forma geral a cidade se constituiu ao longo do século XX, saltando de vila a metrópole, por meio de uma série de processos informais ou irregulares de expansão urbana. Desta forma, São Paulo difere consideravelmente de cidades brasileiras como Belo Horizonte e Goiânia, cuja expansão inicial seguiu determinações de um plano e de um projeto urbano original, ou de uma cidade como Brasília, cujo Plano Piloto fora inteiramente desenhado previamente à construção da cidade. Por outro lado, a sucessão de loteamentos periféricos e dos processos de requalificação e reconstrução de tecidos já consagrados, comuns na cidade ao longo de sua evolução, foi eventualmente acompanhada de planos urbanísticos que tentavam ordenar segundo diretrizes de planejamento a lógica informal própria da constituição da cidade. Se as primeiras intervenções de Prado e Teodoro possuíam caráter pontual, tais planos procuraram, ora setorialmente integrados e ora isolados, a definição de padrões a serem seguidos na produção de novos espaços urbanos e na regulação dos anteriores.

A eficácia histórica de tais planos em cumprir aquilo a que, aparentemente, se propunham, porém, tem sido apontada por alguns planejadores e historiadores diversos como questionável. Por outro lado, outros destes mesmos estudiosos alegam que tais planos foram produzidos visando o benefício exclusivo das camadas mais abastadas da população, enquanto as camadas populares ficariam relegadas aos processos informais tradicionais[46]. Em São Paulo, até meados da década de 1950, os planos apresentados para a cidade ainda possuíam um caráter haussmmaniano, ou seja, eram baseados na idéia de "demolir e reconstruir". Podem-se citar planos como os apresentados pelo então prefeito Prestes Maia para o sistema viário paulistano (conhecido como Plano de Avenidas) ou o de Saturnino de Brito para as marginais do rio Tietê.

Em 1968 é proposto o Plano Urbanístico Básico que se desdobraria no Plano Diretor Integrado de Desenvolvimento de São Paulo, desenvolvido durante a gestão de Figueiredo Ferraz. O principal resultado deste plano foi aquilo que ficou conhecido como lei de zoneamento e que vigorou até 2004, quando foi substituída pelo atual Plano Diretor. Naquele zoneamento, aprovado em 1972, notava-se uma clara proteção às chamadas Z1 (zonas cuja definição de uso era exclusivamente residencial e era destinada às elites da cidade) e uma certa indefinição da maior parte da cidade, classificada como "Z3" (vagamente regulamentada como "zona mista" mas sem definições mais claras a respeito de suas características). Desta forma, tal zoneamento incentivou o crescimento de bairros periféricos dotados de edifícios de baixo gabarito aliados a processos de especulação imobiliária ao mesmo tempo que valorizava regiões nas quais permitia-se construir edifícios altos.[47]

Infra-estrutura urbana
Cobertura da rede de coleta de Esgoto da cidade de São Paulo[48] 1980

44%
1991

75%
2000

89%
2002

92%
2004

94%
2006

96%

Infra-estrutura é um conjunto de elementos essenciais para o desenvolvimento de qualquer cidade. Redes bem estruturadas de água, esgoto, eletricidade, drenagem, comunicação e transporte são imprescindíveis para a melhora na qualidade de vida da população de um município. Em cidades de grande porte, distribuir esses recursos à toda população é um enorme desafio. A cidade de São Paulo vem conseguindo grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de esgoto e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda, ainda não conta com recursos básicos de infra-estrutura.

São Paulo é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água potável.[49] A cidade consome uma média de 221 litros de água/habitante/dia enquanto a ONU recomenda o consumo de 110 litros/dia. A perda de água é de 30,8%.[50]

No entanto entre 11 a 12,8% das residências não possui rede de esgoto, depositando dejetos em fossas e valas.[49] Sessenta por cento do esgoto coletado é tratado.[50]

Segundo dados do IBGE e da Eletropaulo a rede elétrica atende quase 100% das residências. A rede de telefonia fixa ainda é precária, com cobertura de 67,2%[49].

A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município mas ainda é insuficiente, atingindo cerca de 94% da demanda, em distritos como Parelheiros e Perus[49].

Cultura

Pinacoteca do Estado de São Paulo: um dos principais museus da cidade

São Paulo é considerada pólo cultural no Brasil, tendo se consolidado como local de origem de toda uma série de movimentos artísticos e estéticos ao longo da história do século XX. Apesar de tradicionalmente rivalizar com o Rio de Janeiro o status de sede das principais instituições culturais do país, é em São Paulo que existe o maior mercado para a cultura, tendo hoje se consolidado como uma das principais capitais culturais do Brasil e da América Latina[51].

A cultura da cidade de São Paulo foi largamente influencidada pelos diversos grupos de imigrantes que ali se estabeleceram, principalmente italianos. São Paulo possui uma ampla rede de teatros, casas de show e espetáculo e bares. Instituições de ensino, museus e galerias de arte não raro empregam superlativos em suas descrições (sedia, por exemplo, a maior universidade pública do país - a Universidade de São Paulo a maior universidade privada - a Universidade Paulista - e a maior casa de espetáculos do país, o Credicard Hall).


Música

Sala São Paulo, uma das mais recentes salas de estáculo da cidade

A cidade tem a cena musical mais fervilhante do País, com diversas vertentes musicais. É da cidade o "Conjunto Vocal Mais Antigo do Brasil em Atividade", os Demônios da Garoa, grupo de samba da década de 1940 ainda hoje em atividade. Berço de várias bandas de rock nas décadas de 1970 e 1980, também é influente no movimento Hip-hop (break, graffiti e rap), sendo que os maiores expoentes dessa vertente cultural estão em São Paulo. Também é forte a influência na música eletrônica, com diversas raves e festas, como o Skol Beats, Nokia Trends e o Spirit of London, entre outras grandiosas festas. Por seu aspecto urbano, a cidade cada vez mais se renova musicalmente, aceitando os diversos ritmos musicais oriundos de todas as partes do país. São Paulo também é provavelmente o principal centro de música erudita do Brasil, sendo local de nascimento de compositores internacionalmente reconhecidos como Osvaldo Lacerda e Amaral Vieira. Durante todo o ano há apresentações de concertos e óperas em suas diversas salas como a Sala São Paulo, o Teatro Municipal de São Paulo (palco da Semana de Arte Moderna de 1922, considerada marco de início da arte moderna no Brasil), o Teatro São Pedro e o Teatro Alfa. A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) é talvez a orquestra brasileira mais conhecida fora do Brasil.

Educação

Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira - campus principal da Universidade de São Paulo.

Apesar do quadro de desigualdade social com o qual convive, o município de São Paulo conta com uma rede de mais de 1.350 escolas de ensino fundamental e médio, a maior rede pública municipal do País, com mais de 1.083.000 alunos matriculados (dados de março/2006)[52]. A qualidade do ensino público costuma ser criticada, embora conte com algumas escolas-modelo, como o Cefet-SP. Também possui escolas e colégios particulares que estão entre aqueles considerados os melhores do país, como o Colégio Visconde de Porto Seguro, o Santa Cruz, o Colégio Dante Alighieiri e o Nossa Senhora das Graças[53], entre tantas outras boas instituições. No Ensino Superior, destacam-se a Universidade Federal de São Paulo (antiga Escola Paulista de Medicina) e a Universidade de São Paulo, recentemente eleita como a 94ª melhor universidade do mundo, e a melhor da América Latina.[54] A cidade é o maior pólo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 28% da produção científica nacional – segundo dados de 2005.[55]

Religião

Tal qual a variedade cultural verificável em São Paulo, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração - e ainda hoje a maioria dos paulistanos se declara católica, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais tem crescido bastante na cidade. Estima-se que encontram-se mais de cem mil seguidores budistas, seichonoitas, hinduístas, etc. pela cidade. Também são consideráveis as comunidades judaica, e das religiões afro-brasileiras.
A Catedral Metropolitana de São Paulo (a Catedral da Sé), localizada na Praça da Sé, considerada um dos cinco maiores templos góticos do mundo.

Religião Porcentagem Número
Católicos 68,11% 7.107.261
Evangélicos 15,94% 1.663.131
Sem religião 8,97% 936.474
Espíritas 2,75% 286.600
Budistas 0,65% 67.591
Judeus 0,36% 37.500

Fonte: IBGE 2000 (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).[57]

Igreja Católica Romana

A Igreja Católica divide o território do município de São Paulo em quatro circunscrições eclesiásticas: a Arquidiocese de São Paulo, a Diocese de Santo Amaro, a Diocese de São Miguel Paulista e a Diocese de Campo Limpo, sendo estas três últimas sufragâneas da primeira. O arquivo da arquidiocese, denominado Arquivo Metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva, localizado no bairro do Ipiranga, guarda uma dos mais importantes patrimônios documentais do Brasil.

A Igreja Católica reconhece como padroeiros da cidade: São Paulo de Tarso e Nossa Senhora da Penha de França.

Igrejas Protestantes

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, a Igreja Batista, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras. Há um considerável avanço dessas Igrejas, principalmente na periferia da cidade.

Artes cênicas

Episódios relevantes na história das artes cênicas no Brasil aconteceram na cidade de São Paulo. Verifica-se na cidade tanto um cenário de teatro de vanguarda como de um teatro tradicional. Três instituições revelaram-se importantes na cidade, ao longo do século XX: primeiramente o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), depois o Teatro de Arena e finalmente o Teatro Oficina.

Museus

Por ter feito parte da história política e econômica do Brasil, São Paulo é praticamente um museu a céu aberto, com bairros e edifícios de incalculável valor histórico.A cidade possui uma enorme variedade de museus e galerias de arte, que possuem acervos dos mais variados estilos, da arte sacra a moderna, além de curiosidades sobre ciência, política, religião, entre outros temas. Entre os museus mais famosos da cidade estão o MASP e o Museu do Ipiranga.

Esportes

Estádio do Pacaembu.


A cidade de São Paulo é sede de três grandes clubes brasileiros de futebol: Corinthians , São Paulo FC e Palmeiras (fundado por italianos). Além do "Trio de Ferro", ainda conta com outras agremiações futebolísticas, como a Portuguesa de Desportos, o Juventus e o Nacional. A cidade conta com 4 grandes estádios:

* Morumbi, do São Paulo FC, o maior estádio de futebol de São Paulo, com capacidade para 73.501 pessoas;
* Pacaembu, estádio municipal, onde jogam todos times paulistas, com capacidade para cerca de 37.000 pessoas[58];
* Estádio Universitário, da USP, com capacidade para cerca de 30.000 pessoas (não oficial)[59];
* Estádio Palestra Itália, da S.E. Palmeiras com capacidade para 32.000 pessoas[60];
* Estádio do Canindé, da Portuguesa de Desportos, à beira do Rio Tietê, com capacidade para 19.717 pessoas[61].

Além destes, conta com estádio menores como o Estádio Conde Rodolfo Crespi - popularmente conhecido como Estádio da Rua Javari - (do Clube Atlético Juventus), o Estádio Nicolau Alayon (do Nacional) e o Parque São Jorge (do Corinthians). Há também o Estádio do Ibirapuera, destinado ao atletismo.

Em relação a outros esportes, conta ainda com um circuito de automobilismo que recebe as principais categorias do esporte, dentre as quais a Fórmula 1, localizado no bairro de Interlagos, o Autódromo José Carlos Pace. Conta também com diversos ginásios de Vôlei e Basquete (Ibirapuera, Clube Hebraica e Paulistano), quadras de tênis, e muitas outras arenas esportivas.
Estádio do Morumbi

Também realiza-se na cidade a tradicional Corrida de São Silvestre, prova pedestre disputada desde 1925, pelas ruas do centro, todo dia 31 de Dezembro. Entre as corridas de rua tradicionais também destacam-se as provas São Paulo Classic com cerca de 12.000 participantes[62] e Run Américas com 25.000 participantes[63] em São Paulo num evento que acontece simultaneamente em diversas cidades da América Latina: São Paulo, Lima, Caracas, Bogotá, Cidade do México, Santiago e Buenos Aires num evento que no total reúne 120mil pessoas nessas 9 cidades.

A cidade conta com o Jockey Club, onde a primeira corrida aconteceu em 29 de outubro de 1876, no Hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Com dois cavalos inscritos na primeira corrida, Macaco e Republicano, inauguraram as raias instaladas nas colinas da Mooca. Republicano era o favorito, mas Macaco levou o Primeiro Prêmio da Província.

Foi sede de Jogos Pan-Americanos em 1963, uma das sedes do Campeonato Mundial de Clubes de Futebol da FIFA em 2000 e recebeu jogos da Copa do Mundo de Futebol em 1950. Também foi sede do Campeonato Mundial de Basquete Feminino da FIBA em 1983 e 2006, de Vôlei Feminino em 1994 e será sede de uma das etapas do Concurso Mundial de Saltos da FEI (Federação Eqüestre Internacional) em 2007.

Problemas atuais

Desde o começo do século XX, São Paulo é o principal centro econômico da América Latina. Com a primeira e a segunda guerras mundiais e a Grande Depressão, as exportações do café aos Estados Unidos e Europa foram fortemente afetadas, forçando os ricos cafeicultores a investir nas atividades industriais que transformariam São Paulo

Anúncios de proprietários, corretores e imobiliárias em Sao Paulo / SP:

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sao_Paulo. Acessado em 05/05/2008.