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Seguro-fiança esbarra no preço elevado

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC


Entre as modalidades de garantia praticadas no mercado de locação imobiliária, o fiador pessoa física continua sendo o mais requisitado pelos locadores do Grande ABC, com 50% de participação. O seguro-fiança, que já está há 16 anos no mercado, aparece em apenas 10% dos contratos fechados na região. O motivo para que esse segmento ainda não ter deslanchado é o alto preço para ter as empresas de seguro como fiadores de um imóvel.

O seguro-fiança exigido pelas imobiliárias da região custa de 1,5 aluguel (equivalente a um mês e meio) até 3,5 vezes um aluguel, conforme o tempo de contrato fechado. Dependendo da administradora, o valor pode ser pago à vista ou parcelado em até quatro vezes. Mas o dinheiro, mesmo que não haja sinistro no imóvel, não pode ser resgatado como no depósito caução - que custa três aluguéis e precisa de um bem como garantia. Hoje, o depósito caução figura como a segunda modalidade mais utilizada na locação.

"O valor ainda é muito alto, para ter uma seguradora no lugar de um fiador. Depende do perfil do locador e conforme os riscos analisados pela seguradora, o custo pode ser até mais caro que a média. Só é vantajoso para aqueles não tem alguém próximo ao Grande ABC que seja fiador ou não queira pedir esse tipo de favor", conta a Káthia Mazo, gerente de locação da Casari Imóveis, de São Bernardo.

A gerente explica que a modalidade surgiu porque as imobiliárias reduziram de 15% para 10% a taxa de administração e excluíram a garantia de cobrir o aluguel se o inquilino deixe de pagar. "Mesmo assim, é preciso ter muito cuidado com a apólice do seguro. Tivemos um caso em que o locador morreu e a seguradora não cobriu os aluguéis que faltavam para encerrar o contrato de locação", conta.

Segundo Luiz Carlos Henrique, gerente da Porto Seguro Aluguel, empresa que detém a maior fatia do mercado de seguro-fiança locatícia, esse segmento cresce 50% ao ano e o preço final do produto é resultado da inadimplência.

Sem revelar números do segmento, Henrique acredita que a barreira nesse segmento é decorrente da falta de informação. E explica que "o valor depende do perfil (riscos) e ainda da composição de coberturas. Se for só o aluguel, é 40% do valor da mensalidade de locação. Mas se incluir danos ao imóvel e outros serviços, pode chegar a uma vez e meia o preço do aluguel de um mês".


Fonte: Economia. Acessado em 09/02/2009.

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